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Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia registra mais de 290 mil mortes em dez meses deste ano



A cada três receitas prescritas por cardiologistas, pelo menos uma não é aviada, e especialistas debaterão, a partir de sexta, dia 03, em São Paulo, formas para melhor a adesão aos tratamentos e controlar os fatores de risco

As doenças cardiovasculares, líderes de mortalidade no Brasil, onde representam 29% dos óbitos, já mataram de janeiro a outubro de 2017 mais de 290 mil pessoas. A estimativa é que levem à morte, até o final do ano, mais de 350 mil brasileiros. A informação está registrada no Cardiômetro, uma ferramenta de alerta da Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC. O Cardiômetro registra, momento a momento, qual o número de mortes causadas por doenças do coração no País e os dados fundamentarão debates para que especialistas encontrem estratégias para melhorar a prevenção cardiovascular.

“No ano passado os óbitos foram 349.938, segundo as estimativas, pois os dados finais demoram a ser fechados”, diz o presidente da SBC, Marcus Bolívar Malachias. A criação do Cardiômetro é como um alerta para conscientizar a população. É que grande parte dos óbitos registrados são considerados evitáveis e não teriam acontecido se os pacientes tivessem obedecido à prescrição dos medicamentos indicados pelos cardiologistas e se tivessem controlado os fatores de risco, entre os quais tabagismo, obesidade, sedentarismo, hipertensão arterial e alto nível de colesterol.

O Cardiômetro foi desenvolvido pela equipe de Epidemiologia Cardiovascular da SBC e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, coordenada pela cardiologista Gláucia Moraes de Oliveira. Para sua implementação foram usados os dados oficiais do Governo Federal sobre mortalidade por doenças cardiovasculares, que sempre são divulgados com atraso, atualizados segundo um programa de previsão estatística.

“É importante que a população se conscientize de que as doenças cardiovasculares são as maiores responsáveis pelos óbitos de brasileiros e pela incapacitação de pessoas na faixa etária produtiva”, diz ela. “Cada vez mais os infartos tendem a afetar pessoas mais jovens, o chamado infarto precoce”, completa. A especialista acrescenta que no Brasil as doenças do coração matam duas vezes mais que todos os tipos de câncer, 2,5 vezes mais que todos os acidentes e mortes decorrentes por violência e 6 vezes mais que as infecções, incluídas as mortes por Aids. “A SBC tem se empenhado em promover ações e campanhas que levem à redução da mortalidade por eventos cardíacos”, afirma Andrea Brandão também da SBC. “A missão não é fácil devido à diversidade cultural existente no imenso território nacional”, explica ela. Por isso as ações estão sendo capilarizadas com mensagens específicas para cada região.

Andréa Brandão explica que doenças como a hipertensão, por exemplo, não tem sintomas claros para o leigo, que não está consciente de que a longo prazo a pressão arterial elevada pode levar a um infarto ou AVC. “A despreocupação da população pode ser avaliada pelo fato de que de três receitas prescritas por cardiologistas, pelo menos uma não é aviada”. O que significa que o paciente foi ao médico, foi informado de que precisa tomar o medicamento, recebeu a receita, mas não comprou o remédio.

O Cardiômetro pode ser acessado no site www.cardiometro.com.br.


SERVIÇO
SBC 2017 - 72° Congresso Brasileiro de Cardiologia
Data: 3 a 5 de novembro
Local: São Paulo Expo
Endereço: Rodovia do Imigrantes, s/n° - Km 1,5 - Vila Água Funda - São Paulo - SP
Site: http://cardio2017.com.br/

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Última atualização: 23/1/2018