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Políticas públicas de saúde na atenção cardiovascular são discutidas com o presidente do Senado


O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, recebeu, nesta terça-feira (16 de julho), em audiência no seu gabinete, o presidente eleito da SBC, Marcelo Queiroga, e a editora associada da ABC Cardiol, Gláucia Moraes de Oliveira. Os três conversaram sobre as políticas públicas de saúde na atenção cardiovascular, em destaque para a necessidade de redução da mortalidade.

Na ocasião, Queiroga e Gláucia entregaram a “Carta das Mulheres” da Sociedade Brasileira de Cardiologia. O documento ressalta que a doença cardiovascular feminina é um problema de saúde pública e requer atenção especial dos três poderes. A carta foi elaborada no Simpósio Mulheres do Coração, na capital paraibana, nos dias 17 e 18 de maio. Foi ressaltado que é importante promover uma equidade entre os gêneros fazendo com que as mulheres tenham uma remuneração igual a dos homens e ainda abrir mais espaço para as mulheres na elaboração de políticas públicas.

“Tivemos tempo para explicar que a SBC é uma das sociedades médicas mais importantes do país, fundada em 1943. Abordamos os propósitos da entidade, o papel dela na formação do cardiologista e na aplicação da prova do TEC, com a presença de mais de mil postulantes todos os anos”, afirmou o presidente eleito. Queiroga e Gláucia ainda contaram que a SBC está presente em todos os estados com mais de 14 mil cardiologistas associados no Brasil. “Por meio da nossa política de educação médica continuada integramos a especialidade do país inteiro”, completaram.

Marcelo Queiroga ainda destacou que, entre os propósitos da SBC, está a colaboração com o poder público na implementação de políticas de saúde que possam trazer benefícios de redução de mortalidade cardiovascular e, consequente, melhoria na qualidade de vida das pessoas. “Ressaltamos a necessidade de investimentos em políticas já estabelecidas, como a de redução da hipertensão arterial, o tratamento das Síndromes Coronarianas Agudas, e a eficiência na gestão do sistema de saúde no Brasil”.

O presidente eleito e a editora associada explicaram sobre a importância de uma proximidade maior da média complexidade com a atenção primária, o que poderia ser facilitado com tecnologias da informação e comunicação, a exemplo da telemedicina. “O senador foi extremamente receptivo e questionou como o Senado Federal poderia apoiar a SBC. Respondi que precisamos ter uma agenda comum na defesa de elaboração de propostas legislativas que atendam as necessidades da medicina brasileira, em particular da Cardiologia, e da população de uma forma geral. Seria interessante que tivéssemos audiências públicas para discutir a mortalidade cardiovascular no Brasil e como reduzi-la”, esclareceu Queiroga.

Novas tecnologias

“O sistema de saúde no Brasil precisa incorporar mais inovações com maior rapidez e que é fundamental desenvolver ainda mais o complexo industrial da saúde”, defendeu o presidente eleito da SBC. Queiroga, Gláucia e Alcolumbre discutiram o papel da SBC no treinamento de recursos humanos, em especial médicos na atenção primária, em parceria com o Ministério da Saúde. “Falamos sobre o Treinamento em Emergências Cardiovasculares – TECA, desenvolvido pela SBC e que poderia ser utilizado pelo poder público para as UPAs e ambulâncias do SAMU e até mesmo para os leigos”, completou Queiroga.

Na saída, o presidente eleito da SBC e a editora associada da ABC Cardiol se comprometeram a elaborar um documento com os pontos discutidos para ser entregue, futuramente, ao presidente do Senado. “Estamos dispostos a construir pontes. Muito mais do que apenas apontar problemas, revelamos os gargalos e indicamos soluções para melhorar as políticas públicas existentes”, concluiu Queiroga.






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Última atualização: 8/12/2019