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Dia Nacional da Conscientização das Doenças Cardiovasculares na Mulher é aprovado em Comissão da Câmara


Proposta ainda passará por duas outras comissões e pela apreciação no Senado

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, da Câmara dos Deputados, aprovou nesta quarta-feira, dia 28 de agosto, a criação do Dia Nacional da Conscientização das Doenças Cardiovasculares na Mulher. A data que deverá ser celebrada no dia 14 de maio. O projeto de lei é de autoria da deputada Mariana Carvalho (PSDB/RO). A proposição ainda passará pela análise das comissões de Constituição e Justiça e de Seguridade Social e Família e depois seguirá para o Senado Federal.

O objetivo da proposta é criar ações do poder público - em parceria com universidades, associações e sociedade civil – para organizar palestras, eventos e treinamentos sobre as doenças cardiovasculares na mulher, antecipando assim o diagnóstico.

“Ações afirmativas são essenciais para reforçar a necessidade de assegurar a igualdade imprescindível entre homens e mulheres, particularmente, em relação à conscientização das doenças cardiovasculares na mulher, que, lamentavelmente, ainda são negligenciadas no Brasil”, afirma Mariana.

De acordo com a SBC, a proporção de mortes por doenças cardiovasculares entre homens e mulheres está em 5,3 homens para cada 4,7 mulheres, mas já foi de 9 homens para cada mulher. Um dos motivos para essa mudança são as jornadas duplas e até triplas - trabalho, cuidado com os filhos e afazeres domésticos – que elevam os níveis de estresse e, associadas à falta de atividade física e má alimentação, comprometem a saúde do coração.

A cada 10 minutos, uma mulher morre no Brasil em consequência de acidente vascular cerebral. Já o infarto faz uma vítima a cada 11 minutos. As doenças cardiovasculares são responsáveis por 30% das mortes do sexo feminino e matam duas vezes mais no Brasil que todos os tipos de câncer, incluindo o de mama, como aponta o presidente da SBC, Oscar Dutra.

A data de 14 de maio foi escolhida por ser o aniversário da Dra. Betina Ferro, que foi especialista em Clínica Médica e Cardiologia, e pioneira na área acadêmica da cardiologia paraense, foi a primeira mulher a ministrar a cadeira de Propedêutica Médica na antiga Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará, em 1950.

De acordo com o presidente eleito da SBC, Marcelo Queiroga, a atuação de Mariana Carvalho tem sido fundamental para levar ao Congresso Nacional a discussão sobre as doenças do coração. A parlamentar é cardiologista e sócia da SBC.

Relatora da proposta na Comissão da Mulher, a deputada Dayane Pimentel (PSL-BA) destacou que a informação e a conscientização a respeito dos sintomas, dos cuidados a adotar e a formação de hábitos saudáveis são essenciais para assegurar a transição para a época do envelhecimento nas melhores condições possíveis. “Isso significa identificar precocemente sintomas e tratar condições que tragam risco, como hipertensão, aumento de colesterol ou triglicerídeos, tabagismo, sedentarismo. Por serem submetidas a condições de maior desigualdade, as mulheres têm maior necessidade da conscientização”, explicou Pimentel.












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Última atualização: 17/9/2019