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FÓRUM DE QUALIDADE ASSISTENCIAL PROMOVE INTEGRAÇÃO NA SBC
A opinião do presidente do Departamento de Fisiologia Cardíaca, Mário
Rocha, sobre o “Fórum de Qualidade Assistencial”, resume a reação das
dezenas de participantes do evento promovido pela SBC: “O Fórum foi
extremamente produtivo e não só isso, seu grande mérito é ter discutido
o espaço do médico no mercado de trabalho, que muitas vezes é assunto
esquecido e merece mais debate”.
Reação semelhante teve Deuzeny Tenório Marques de Sá, do Recife, para
quem “pela primeira vez nós, das Regionais, tivemos a oportunidade de
dar nossa opinião, sem receber decisões de cima para baixo e isso é
vital, à medida em que atuamos como multiplicadores junto aos médicos de
cada região”. Joel Alves Pinho, da Bahia, igualmente enfatizou a
“abertura de espaços para que as Regionais possam se manifestar e
debater temas de seu interesse”.
A maior diferença entre a SBC do passado e a atual foi explicitada por
Brivaldo Markman Filho: “eu me lembro que, não faz muitos anos, cruzei
num evento com o presidente da SBC que passou reto por mim, sem
cumprimentar sequer, pois sequer me conhecia, embora eu fosse o
representante de uma importante Regional do Nordeste; hoje, porém,
qualquer associado não apenas tem liberdade para levar seus problemas ao
presidente de nossa entidade, como frequentemente passa e-mails
prontamente respondidos pelo dirigente máximo da SBC, que se tornou
extremamente democrática”.
O “Fórum”, que se prolongou por dois dias, em São Paulo, reuniu mais de
50 diretores da SBC, diretores de Departamento e das Regionais e teve
como tema “A Visão Assistencial da SBC e a Política de Saúde
Cardiovascular no Brasil”.
Com palestras do ex-ministro Adib Jatene, do futuro presidente, Jorge
Ilha Guimarães, do presidente da AMB, José Luiz do Amaral, do presidente
da SBC, Antonio Carlos Palandri Chagas e do representante do coordenador
da área técnica do Ministério da Saúde, Ricardo Cavalcanti, entre
outros, o evento teve como temas a assistência e o mercado de trabalho
do médico, perspectivas futuras, a qualificação e a formação do
cardiologista brasileiro, a responsabilidade social da SBC, os projetos
conjuntos com o Ministério da Saúde, a saúde do homem no contexto
nacional, as bases da nova SBC, a preparação e a implementação das
Diretrizes, o papel dos Congressos, entre muitos outros temas.
Para o coordenador de Planejamento da SBC e conferencista, Miguel
Moretti, o Fórum objetivou retomar os temas da defesa da profissão
médica e da qualidade assistencial, discutidos num colegiado em que
tiveram voz os representantes dos diversos Estados brasileiros. “Os
presentes mostraram a realidade da Cardiologia em cada região do Brasil,
realidade essa que é naturalmente diversa num País de tão grandes
proporções”.
Moretti ressalta os depoimentos espontâneos sobre mercado de trabalho
nos diversos Estados, os anseios da categoria, que deixou claro o que
espera da entidade associativa, a preocupação com a má formação dos
médicos em muitos estabelecimentos de ensino, a valorização da decisão
de revalidar o título de cardiologista.
“A situação varia muito de Estado para Estado no que respeita à
formação, aos recursos financeiros das instituições cardiológicas, à
disponibilidade de equipamentos”, disse, e da mesma forma foram
colocadas claramente as questões da relação da sociedade com outras
instituições médicas, com os laboratórios farmacêuticos, com os seus
próprios Departamentos, com a imprensa – apresentação de Renato Kalil -
, a responsabilidade social, - apresentação de Jorge Ilha - e dezenas de
assuntos que há tempos precisavam ser trazidos à tona, arejados e
discutidos.
Opinião semelhante é do coordenador do evento, Emilio Cesar Zilli, que é
também o diretor de Qualidade Assistencial. Ele atribuiu o sucesso do
evento à demanda reprimida dos regionais e diretores de Departamento de
terem um fórum para uma discussão ampla e livre dos problemas de cada
um. “Há tempos precisávamos discutir o próprio papel da SBC junto aos
11.500 associados”, disse ele, e ficou claro que o cardiologista de
qualquer rincão está preocupado com a valorização profissional, a defesa
e o amparo por parte da entidade que o representa.
A SBC, que qualifica o seu associado ao nível dos melhores do mundo,
através de seus cursos de educação continuada, tem o dever de amparar
este mesmo cardiologista, diz Zilli, através de sua defesa profissional.
Dignificar o cardiologista e qualificar a assistência é defender a
melhor cardiologia para o paciente.
Para Zilli, o cardiologista pode efetivamente contar com a entidade e
cada vez mais, a SBC vai estar ao lado do profissional para ajudá-lo,
para lutar junto com ele tanto pela melhoria da saúde cardiovascular no
Brasil, como pela valorização do profissional o qual é, antes de tudo,
um trabalhador, que faz jus a um rendimento adequado e condizente com o
imenso esforço que é necessário para que alguém venha a se tornar um
cardiologista.
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Fonte: Assessoria de Imprensa da SBC
Jornalista Responsável: Luiz Roberto de Souza Queiroz
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