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FEBRE REUMÁTICA REÚNE GOVERNO FEDERAL E
SOCIEDADES MÉDICAS EM SALVADOR


Uma força-tarefa envolvendo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a Sociedade de Pediatria, a de Reumatologia, o secretário da Saúde da Bahia, Jorge Solla e o governo federal, representado pelo presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia Júnior, que também é médico, reúne-se hoje e amanhã (dias 1 e 2) no Hotel Fiesta, em Salvador, para articular uma campanha nacional contra a febre reumática. A doença preocupa, porque atinge principalmente as camadas mais pobres da população e, a cada ano, leva o SUS a gastar 200 milhões de reais em cirurgias e internações para sanar as seqüelas cardíacas da moléstia.

“A febre reumática é problema maior principalmente no Nordeste”, explica o vice-presidente dos cardiologistas, Paulo Barbosa. Como a doença se segue a uma amigdalite e tem sintomas genéricos, dor articular e febre entre eles, por vezes os médicos não cogitam de febre reumática e quando finalmente o diagnóstico é fechado, já há seqüelas cardíacas, como a estenose das válvulas do coração.

Na reunião de Salvador especialistas de Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo, Distrito Federal e Bahia vão debater o tema, para preparar um documento oficial, “Diretrizes Brasileiras sobre Diagnóstico, Tratamento e Prevenção da Febre Reumática”.

As Diretrizes Médicas são publicações que reúnem todo o conhecimento a respeito de determinado tema e que funcionam como um guia rápido de orientação para o médico, mesmo que não familiarizado com o assunto. Indicam desde os sintomas que devem levantar suspeição, passando pelos exames para confirmar o diagnóstico até o detalhamento da forma como tratar, e indica em que situação o tratamento deve ser clínico e quando há necessidade de opção pela cirurgia.

Antes que os especialistas preparem as Diretrizes, serão orientados por uma série de conferências, de Sheila Knupp Feitosa, da Associação Médica Brasileira, de Cleonice Mota, sobre o “II Consenso de prevenção da Febre Reumática”, de Maria Odete Hilário, que fará sobre a profilaxia primária na atenção básica. Haverá exposições igualmente sobre o trabalho da “National Heart Foundation”, da Austrália e sobre documento similar da Índia, dois dos países que já possuem Diretrizes específicas para a doença.

Paulo Barbosa, da Bahia, vai dar orientação sobre a metodologia do trabalho e em seguida os diversos grupos vão se reunir para começar a preparar o texto que será finalizado pelos coordenadores e relatores.

Numa série de apresentações em seguida, será discutida a epidemiologia, a etiopatogenia e o diagnóstico da doença e, no último segmento do encontro, o tema será o tratamento da febre reumática aguda, a prevenção e as perspectivas futuras.

A preparação das Diretrizes é apenas um primeiro passo, insiste Paulo Barbosa. Como a doença tem custo social muito grande, pois a insuficiência cardíaca que causa pode provocar a incapacitação para o trabalho, num segundo momento as várias entidades e órgãos do governo vão investir num programa de divulgação, prevenção e diagnóstico precoce, cujo objetivo é reduzir drasticamente a incidência da moléstia no Brasil.

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Fonte: Assessoria de Imprensa da SBC
Jornalista Responsável: Luiz Roberto de Souza Queiroz

Home | Fale com o Cardiol.br | Adicionar aos favoritos Última atualização: 1/1/2026