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Nova diretoria da SBC toma posse


A diretoria da Sociedade Brasileira de Cardiologia para o biênio 2008/2009 foi empossada em cerimônia realizada na sede da entidade, no Rio de Janeiro. No dia seguinte, uma festa marcou a troca de comando e contou com a participação de autoridades, presidentes de associações médicas, dos associados e parceiros da SBC.

O presidente Antonio Carlos Palandri Chagas e toda a nova diretoria receberam os convidados que chegavam ao hotel Hyatt, em São Paulo. O evento começou com a apresentação de todos os integrantes da diretoria, os presidentes de departamentos, grupos de estudo e todos os representantes das 26 regionais da SBC, em todo o país.

O presidente da Câmara Federal, deputado Arlindo Chinaglia, foi o primeiro a falar. Ele ressaltou os desafios na área da saúde, que são inúmeros, e, no caso da Cardiologia, ganha dimensões relevantes. “As doenças do coração representam a principal causa de morte no país e os cardiologistas têm um imenso desafio pela frente, a começar pelo controle da hipertensão”. Chinaglia lembrou que apenas 10% dos hipertensos controlam regulamente a pressão arterial. “Precisamos reverter esse quadro e conto com vocês”, concluiu o discurso.

O prefeito da cidade de São Paulo, o engenheiro Gilberto Kassab, falou do orgulho que todos sentem dos cardiologistas. “Os principais cardiologistas brasileiros são reconhecidos internacionalmente, o que reflete a qualificação dessa importante categoria da Medicina.”

O presidente da SBC, Antonio Carlos Palandri Chagas, agradeceu a presença de todos e falou da árdua missão que a diretoria recebe. “Apesar de conhecermos amplamente os fatores de risco, vemos um crescimento das doenças do coração e, em breve, o Brasil será campeão mundial na taxa de mortalidade.” Chagas afirmou que a posse conjunta com as regionais, realizada pela primeira vez na história da SBC, foi feita para que todos abraçassem a causa de combater a epidemia das doenças cardiovasculares.

O professor Chagas enumerou as prioridades da gestão para conseguir atingir o objetivo de reduzir a incidência desse mal na população. Para ele, será necessário investir no preparo dos futuros profissionais, principalmente pelo crescente aumento das escolas médicas. “Não temos como impedir a abertura de Faculdades, mas temos como qualificar o médico que sai delas”, disse. “Temos também a obrigação de melhorar os programas de aperfeiçoamento para os médicos já formados e investir em reciclagem.”

Chagas lembrou dos desafios na área social, que a SBC terá de enfrentar nos próximos anos, como a doença reumática, ainda prevalente no Norte e no Nordeste do país; a doença de Chagas, que não é um problema exclusivo dos brasileiros e atinge países vizinhos, como Paraguai, Argentina, Peru e Bolívia; a educação de saúde para as próximas gerações, para isso vai contar com o Programa Coração de Estudante, que existe hoje na Grande São Paulo; o combate à epidemia de obesidade e o controle do diabetes; e, finalmente, a Cardiologia Ambiental. “Estudos recentes comprovam o efeito danoso da poluição sobre o coração. Sendo assim, precisamos trabalhar pensando constantemente na saúde, no coração, na cidadania e no meio ambiente”, ressaltou.

Para chegar a esse imenso objetivo e vencer os desafios, a nova diretoria deve contar com os recursos das agências governamentais e com os tradicionais parceiros da SBC: fabricantes de equipamentos médicos e a indústria farmacêutica. “É uma missão de gigante”, mensurou Chagas. E ao concluir o discurso, relevou a necessidade de valorização da medicina. “Uma sociedade que quer crescer precisa valorizar o profissional de saúde”, finalizou.

O presidente futuro da SBC, Jorge Ilha Guimarães, encerrou a cerimônia dizendo que enxergava um futuro esplendoroso para a gestão que assumirá em 2010. “Nós somos beneficiados de um passado muito bom que nos trouxe até aqui, e a minha função será dar continuidade a tudo isso que foi apresentado e será alicerçado.”
 

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