57th ANNUAL SCIENTIFIC SESSION | March 29 - April 1, 2008 | CHICAGO
 JOINT SESSION OF THE BRAZILIAN SOCIETY FOR CARDIOLOGY AND THE ACC
Sunday, march 30, 2008 - 3:45 PM - 5:00 PM - McCormick Place - Room S402
Notícias

Infecção Bacteriana, tema de M. de Lourdes Higuchi no Simpósio do ACC

“Infecção bacteriana no coração e pericárdio” é o tema da professora Maria de Lourdes Higuchi no “Joint Symposium ACC-SBC”, nos Estados Unidos.
 
Muito feliz por ter sido escolhida como um dos três palestrantes brasileiros, “é um reconhecimento das pesquisas que faço há oito anos nessa área”, Maria de Lourdes Higuchi explica que, como patologista e diretora do Laboratório de Patologia do Incor, passou a se interessar pelo tema porque a inflamação tem sido associada a uma série de doenças crônicas do sistema cardiovascular, entre as quais a aterosclerose, diabetes, micardiopatias, pericardites e valvopatias, e é um dos grandes problemas da Cardiologia atual.
 
A médica explica que as terapêuticas vigentes muitas vezes procuram combater elementos associados à inflamação como lípides oxidados, citocinas e estresse oxidativo, mas a grande incógnita é o que causa o surgimento das alterações que levam à inflamação? E apesar de muitos agentes infecciosos já terem sido relatados, antibióticos não têm conseguido mudar o curso dessas doenças.
 
Embora ainda falte mais de um mês para o evento, marcado para 30 de março, a professora Higuchi já tem sua apresentação montada. Ela vai apresentar seus achados realizados em estudos com microscopia eletrônica e biologia molecular, tanto em tecidos humanos doentes, como de animais experimentais, que indicam a presença de mais de um agente nessas lesões, o que explicaria em parte a falta de resposta aos antibióticos. O microorganismo mais freqüente é o micoplasma, explica, cuja proliferação aumenta na presença de colesterol. Co-infecção com outros microorganismos primitivos como: clamídias, espiroquetas e arqueias parece formar consórcios de micróbios que levam ao aumento da virulência dos mesmos e possibilitam a sobrevivência dos mesmos ao ataque da resposta imunológica do hospedeiro.

Ela pretende também demonstrar que fatores como colesterol, hormônios ou imunossupressão levam à maior proliferação de um ou outro dos agentes infecciosos presentes no tecido, e este crescimento diferenciado explicaria diferentes tipos de lesões numa mesma doença: presença de placa instável ou placa estável na aterosclerose; forma indeterminada ou com insuficiência cardíaca na doença de Chagas; presença ou ausência de inflamação linfocítica e fibrose no miocárdio de pacientes com cardiomiopatia dilatada idiopática.

Para finalizar, mostrará aos presentes os resultados preliminares experimentais, que são bastante animadores, no tratamento de aterosclerose e inflamação, de um novo composto que combate simultaneamente os micoplasmas e os agentes co-infectantes.

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Fonte: Assessoria de Imprensa da SBC
Jornalista Responsável: Luiz Roberto de Souza Queiroz


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